China: o socialismo do século XXI - A TERRA É REDONDA - A Terra é Redonda

China: o socialismo do século XXI - A TERRA É REDONDA - A Terra é Redonda
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Recentemente, participei em um seminário remoto para comentar o livro Socialist Economic Development in the 21st Century (Routledge, 2022) [China: o socialismo do século XXI , Boitempo, 2021], de Alberto Gabriele e Elias Jabbour. A apresentação do livro diz que Gabrieli e Jabbour “oferecem uma interpretação nova, equilibrada e historicamente enraizada dos sucessos e fracassos da construção econômica socialista ao longo do século passado”.

De acordo com o prefácio de Francesco Schettino, “a esse respeito, é interessante notar que, no início de 2020, Branko Milanovic, um economista de renome internacional, publicou um artigo no jornal El país em que argumentava que o setor público da China constitui apenas um quinto de toda economia nacional e que, portanto, o país não é substancialmente diferente dos países capitalistas ordinários”.

A afirmação de Branko Milanovic é expressa de forma completa em seu livro, Capitalism Alone [Capitalismo sem rivais: o futuro do sistema que domina o mundo, Todavia, 2020], no qual ele pinta um cenário de uma dicotomia entre a “democracia liberal” (capitalismo ocidental) e o “capitalismo político” (China autocrática). Esta dicotomia me parece falsa. Ela surge porque, é claro, Branko Milanovic parte da premissa (não comprovada) de que um modo de produção e sistema social alternativo, o socialismo, foi descartado para sempre, pois não há nenhuma classe trabalhadora capacitada ou disposta a lutar por ele.