Danielle Arbid: “sei que as feministas não vão ficar muito contentes ... - C7nema

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Com uma sensualidade e carnalidade rara nos tempos que correm e uma estética que vai buscar muito ao cinema erótico dos anos 70 e 90, “Passion Simple” – que fez parte da seleção do Festival de Cannes 2020 e esteve em Toronto e San Sebastián no mesmo –  tem tudo (e ainda mais) para se tornar um fenómeno de audiência como “365 Dni” ou até “As Cinquenta Sombras de Grey”. 

Relação adultera movida a sexo, com os corpos de Laetitia Dosch e Sergei Polunin a entrelaçarem-se numa relação tão tóxica como sensual, Arbid mostra nudez frontal feminina e masculina sem qualquer diferença, entregando ainda várias cenas de sexo sensualmente trabalhadas.  Na verdade, grande parte da primeira metade do filme assistimos a tórridas cenas de sexo entre Laetitia Dosch e Sergei Polunin, mas Airbid frisa que essas sequências eram essenciais e que estavam ligadas à paixão: “Muitas vezes o sexo torna-se algo que se dissocia da paixão, como no trabalho de Sade, mas eu não queria nada disso. Tinham de estar ligados. Para mim, sexo e paixão são a mesma coisa.. Não há aqui um ponto de vista moral, eu queria fazer um filme igualitário na expressão da paixão e do sexo”.