Mazel Tov Baudelaire - A TERRA É REDONDA - A Terra é Redonda

Mazel Tov Baudelaire - A TERRA É REDONDA - A Terra é Redonda
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Les amants des prostituées Sont heureux, dispos et repus; Quant à moi, mes bras sont rompus Pour avoir étreint des nuées. C’est grâce aux astres nonpareils, Qui tout au fond du ciel flamboient, Que mes yeux consumés ne voient Que des souvenirs de soleils. En vain j’ai voulu de l’espace Trouver la fin et le milieu; Sous je ne sais quel oeil de feu Je sens mon aile qui se casse; Et brûlé par l’amour du beau, Je n’aurai pas l’honneur sublime De donner mon nom à l’abîme Qui me servira de tombeau. (Charles Baudelaire, Les fleurs du mal)

“As putas, as drogas” são a alegoria do declínio do capitalismo avançado. Com uma fraca possibilidade de redenção. Não é esta a tipologia de Auerbach? Não é esta a alegoria da Divina Comédia de Dante? Não é esta a justiça de Jó da análise de Scholem? Sim, mas é mais judaica desde que Benjamin adotou a dialética hegeliana-marxista na crítica e subversão do capitalismo.

Até mesmo Scholem não foi tão longe em sua Kabbalah e seus símbolos, porque sua dialética hegeliana permanece escondida e não tão explícita quanto em Benjamin. Auerbach, amigo de Benjamin, está na mesma página: faz uma concessão entre a justiça do Velho Testamento e alegoria subversiva.