‘Pessoas que só têm pensamentos bons são perigosíssimas’, diz Raphael Montes - Cultura Estadão

‘Pessoas que só têm pensamentos bons são perigosíssimas’, diz Raphael Montes  Cultura Estadão

‘Pessoas que só têm pensamentos bons são perigosíssimas’, diz Raphael Montes - Cultura Estadão
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Quando tinha 14 anos, Raphael Montes já queria ser escritor e revelou o desejo para a mãe. Proveniente de uma família de classe média baixa do subúrbio carioca, ouviu na hora um conselho realista, mas desencorajador: “Filho, escritor no Brasil só tem o Paulo Coelho”.

Nem por isso ele desistiu. Ávido leitor de romances policiais, de autores consagrados como Sir Arthur Conan Doyle e Agatha Christie, logo percebeu que não havia uma referência literária desse estilo no País, com exceção de nomes esparsos como Luiz Alfredo Garcia Roza ou artistas de outras áreas que se arriscaram no gênero, como Jô Soares e o titã Tony Bellotto.

Hoje, com apenas 33 anos, Montes é um dos escritores mais populares do Brasil. Recheados de violência e reflexões sobre temas relevantes à sociedade, seus livros – e suas respectivas adaptações para o audiovisual – atraem uma legião de fãs, ou melhor: “missionários”, como ele mesmo define os devotos que “espalham a palavra” do mestre do suspense.